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10/07/2019
Pressão nas ruas é total para impedir aprovação da Reforma da Previdência.

10/07/2019 - A votação da Reforma da Previdência foi iniciada na Câmara nesta quarta-feira, 10. O governo garante que já tem os votos necessários para aprovação e abriu os cofres públicos, através de uma série de emendas parlamentares, para garantir o sucesso do objetivo. Para Sérgio Ronaldo, Secretário geral  da CONDSEF/FENADSEF, a liberação de emendas é uma compra de votos explícita. "Não vamos baixar a guarda. Seguimos vigilantes, protegendo nossa Previdência. A proposta do governo é um acúmulo infinito de crueldades e a população segue desinformada sobre isso, acreditando em um 'mito' que acham que elegeram. Bolsonaro agora é real e tem tomado decisões que desagradam até mesmo seus eleitores mais fiéis. Veja como está a categoria dos policiais federais, que está acusando o presidente de traidor porque entendeu que a reforma é perversa para todos, menos para o mercado financeiro", explica.

 
Centrais sindicais e demais entidades que defendem os interesses dos trabalhadores, como a CUT e a CONDSEF/FENADSEF, saíram às ruas de todo o país hoje pela manhã como forma de ampliar a mobilização. Em Salvador, o SINTSEF-BA esteve presente no ato convocado pela CUT-BA no centro da cidade. 
 
A CONDSEF acompanha a votação desde cedo diretamente do Congresso e está transmitindo através de links na sua página e no Facebook ( https://www.condsef.org.br/noticias/condsef-acompanha-reforma-previdencia-direto-congresso ). Mesmo com algumas alterações no relatório da reforma da Previdência de autoria do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), ainda é extremamente prejudicial a milhões de  trabalhadores e trabalhadoras.

Com as novas regras, se aprovadas, as pensões de viúvas podem ser menores de um salário mínimo, as aposentadorias especiais, que são benefícios para trabalhos em locais expostos a agentes nocivos à saúde, terão acesso dificultado, vai aumentar o tempo de contribuição para 40 anos para a obtenção da aposentadoria integral e diminuir de 90 para 60% o percentual de quem contribuiu por 20 anos – tempo mínimo que a reforma impõe aos trabalhadores para terem direito à aposentadoria. Além disso, não atacam privilégios, denunciam diversos parlamentares. 

Para que este projeto não seja aprovado, a CUT, demais centrais, movimentos sociais e parlamentares contrários à reforma da Previdência, do governo de Jair Bolsonaro (PSL), estão nas ruas e nas redes sociais mobilizando a população para barrar a PEC, que já está sendo debatida no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, desde às 9 horas, desta terça-feira (9).

Nas redes, a hashtag #ReformaNão ficou em primeiro lugar nos Trends Topics do Twitter com ação organizada pela CUT, demais centrais e movimentos sociais.
 
(Com informações da CUT e CONDSEF/FENADSEF)