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12/06/2019
Sexta-feira tem greve geral e SINTSEF-BA reforça a mobilização de sua base.

12/06/2019 - Dirigentes do SINTSEF-BA reuniram-se ontem em Salvador, na sede do sindicato, para ampliar as ações de mobilização que já estão sendo realizadas na base e organizar as atividades para a sexta-feira, 14/06, dia da Greve Geral contra a Reforma da Previdência e contra a retirada de direitos. Em Salvador, o sindicato dos rodoviários já confirmou a adesão da categoria: os ônibus não deverão circular na data. Também os companheiros metroviários endossaram a mesma decisão. Dois atos já estão previstos na cidade no dia da greve: pela manhã, às 06h, na região da Rótula do Abacaxi e à tarde, às 14h, uma caminhada sairá do Campo Grande, no Centro da cidade em direção à Praça Castro Alves.

Hoje, o Sindicato participou de reuniões com os trabalhadores do INCRA e EBSERH. Servidores do IBAMA realizarão um café da manhã no órgão denunciando o desmonte do setor e os ataques ao meio ambiente. No interior do estado, a mobilização também avança: o Núcleo Nordeste do SINTSEF-BA, que integra o Fórum Municipal da Sociedade Civil de Serrinha pela Democracia, está promovendo encontros com a base e já garantiu a participação no ato da greve na cidade, que acontecerá na Praça Morena Bela, a partir das 07h30 de sexta-feira, 14/06.

A expectativa das entidades é que esta greve seja ainda maior que a de abril de 2017, quando cerca de 35 milhões de pessoas participaram das paralisações que conseguiram barrar naquele momento a aprovação da reforma da Previdência proposta por Michel Temer. Na ocasião, mais de 28 categorias da base da Condsef/Fenadsef se uniram aos atos. Desta vez não será diferente.

No último dia 7, entidades do Fonasefe protocolaram junto ao Ministério da Economia a participação dos servidores no movimento de 2019. A frustração com a falta de respostas à pauta de reivindicação da categoria e ausência de negociações, além de ataques a direitos, cortes no setor público e ausência de investimentos no orçamento da União 2020 estão entre motivos dos servidores de aderir aos atos. A defesa da Previdência Pública também está no centro da paralisação.

Empregados da Ebserh, com impasse no processo de negociação de seu acordo coletivo também aprovaram adesão e devem iniciar greve por tempo indeterminado a partir do dia 18. Nessa sexta, 14, trabalhadores do setor público, da iniciativa privada, do campo e da cidade voltam a mostrar ao governo a insatisfação com políticas que promovem reformas e a retirada de direitos conquistados com muita luta.

Haverá resistência daqueles que defendem um país desenvolvido e com justiça social. Com a paralisação de atividades, a ausência de consumo ou participando de atividades nas capitais e também nos municípios os trabalhadores conseguiram alterar a correlação de forças provocando resposta às suas reinvindicações freando a derrubada de direitos essenciais com a reforma da Previdência. Em 2017, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) divulgou que o comércio brasileiro deixou de faturar cerca de R$ 5 bilhões no dia da greve geral.

Mesmo com toda pressão, a reforma Trabalhista conseguiu ser aprovada com o pretexto de que empregos seriam gerados. O que sabemos hoje não ocorreu. Agora, o governo Bolsonaro alega que sem a reforma da Previdência o Brasil irá quebrar. De novo usam de chantagem e mentiras que a classe trabalhadora não vai aceitar. A situação atual exige uma reação ainda mais forte. A luta contra a retirada de direitos continua. Não reclame sozinho. Junte-se a nós, venha para a greve.

(com informações da CONDSEF)