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31/05/2019
Protestos pela educação e contra a reforma da Previdência voltam a ocupar ruas do país.

31/05/2019 - As manifestações foram muitas e faltou espaço para tanta gente. Nas capitais e no interior, estudantes e professores, trabalhadores da ativa e aposentados, sindicatos e centrais, movimentos sociais e populares voltaram ontem, 30/05, às ruas de todo o Brasil em mais um dia de lutas pela educação, contra os cortes de verbas aplicados às universidades e ao ensino público, contra a proposta de Reforma da Previdência e a retirada de direitos promovidos  pelo governo Bolsonaro.

Como no ato anterior, realizado em 15 de maio, que defendia a mesma pauta, o SINTSEF-BA convocou a sua base e participou das manifestações em diversas cidades do estado. Em Salvador, cerca de 70 mil pessoas, segundo estimativas dos organizadores, ocuparam o centro da cidade. No interior, o Núcleo Nordeste do SINTSEF-BA ajudou a organizar a população. Aulas públicas aconteceram nas praças de cidades como Serrinha. Em Alagoinhas, Maracás, Feira de Santana e Teixeira de Freitas, além de outros municípios, também houve mobilização (confira imagens da participação do sindicato no anexo, em nossa página ou no Facebook).

O governo Bolsonaro declarou guerra à educação e à produção de conhecimento no país. Seja pela nomeação de ministros e gestores que despreparados e incompetentes, seja na defesa de teses ignorantes e estúpidas, algumas já desqualificadas pela ciência há séculos, como a crença de que a terra é plana. Quer o enfraquecimento das ensino público e não é por acaso. Importa não esquecer que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem vínculo direto com o setor educacional: informações apuradas pela Agência Pública e divulgadas na imprensa, mostram que Guedes atuou como investidor no setor educacional privado e a distância. Sua irmã, Elizabeth Guedes, foi vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Privadas, que representa grandes grupos, como Anhanguera, Uninove e Pitágoras, segundo o Jornal Brasil de Fato.  

Um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andife), aponta que 34 das 68 instituições terão cortes acima dos 30% nas verbas de pagamento de despesas não obrigatórias. Na prática, essa redução atingirá 1.336.977 estudantes, ameaçando a existência de quase 400 mil vagas em todo o Brasil.

Outro ponto em comum nos atos desta quinta-feira, foi o chamado à Greve Geral, convocada para o dia 14 de junho. Precisamos barrar o projeto de desmonte do Estado e da extinção de direitos adquiridos, que continua avançando em nosso país. A proposta de Reforma da Previdência retira direitos da classe trabalhadora para favorecer os interesses perversos do sistema financeiro. A conta não será cobrada dos grandes bancos e empresários, que têm dívidas bilionárias com a Previdência, ou dos privilegiados, como quer fazer crer o governo, mas sobretudo da população carente.

Dia 14 o SINTSEF-BA estará novamente nas ruas com a sua base e a população exigindo o fim do autoritarismo e da ignorância, contra as Reformas e a perda de direitos e na defesa de um país mais justo e solidário. Abrace esta luta e venha conosco.