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15/05/2019
SINTSEF-BA vai às ruas em dia de luta contra cortes na educação.

15/05/2019 - Estudantes e entidades ligadas à educação realizaram nesta quarta-feira, 15 de maio, manifestações e uma greve geral em todo o país em protesto contra os cortes na área anunciados pelo Governo Jair Bolsonaro. Além dos contingenciamento de verbas destinadas a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do ministro Abraham Weintraub, que associou o corte de recursos destinados às universidades a atos de "balbúrdia". Os manifestantes também reagem à difamação das instituições públicas de ensino superior que tem sido alvo de correntes de mensagens distribuídas pelo WhatsApp. Paralelamente aos protestos estudantis e a greve geral, o ministro Weintraub presta esclarecimentos no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta à tarde. A Câmara convocou o titular do MEC para explicar os cortes na educação.

Nos últimos anos a educação vem sofrendo duros ataques que se aprofundaram com ascensão ultraliberal, com a eleição de Bolsonaro, um presidente de extrema-direita, cujo interesse é responder aos anseios do grande capital, desqualificando a Educação, reduzindo- a à formação de “mão-de-obra” em detrimento das múltiplas potencialidades que o ser humano pode desenvolver através do processo educacional.

Contra tudo isso, entidades como o SINTSEF-BA, a CONDSEF/FENADSEF e a Central Única dos Trabalhadores resolveram unir esforços com a mobilização dos estudantes e professores. A resistência da comunidade educacional - estudantes, pais, educadores, gestores e trabalhadores em educação – em relação aos cortes se deve também à já avançada e conhecida precarização do ensino público. Para Pedro Moreira, Coordenador de Administração do SINTSEF-BA, lembrou que educação é um direito de todos previsto na Constituição Brasileira e precisa ser promovida e estimulada para garantir a cidadania plena”.

O artigo 205 da Constituição da República de 1988 prevê, literalmente, que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Analistas como a socióloga e economista Luiza Dulci, da Fundação Perseu Abramo, acreditam que as razões dessas mudanças estão associados a interesses econômicos dos grandes grupos educacionais privados. “Longe de promover conhecimento para a cidadania e estimular a sensibilidade para as artes e humanidades, o questionamento e o pensamento crítico, o objetivo é privatizar, formar mão de obra (barata) e, quando muito, formar sujeitos empreendedores”, diz ela. Precisamos combater essa ideologia neoliberal que tem uma concepção funcionalista e gerencial da educação. 

(com informações da CUT e do El País)