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02/05/2019
Servidores organizam calendário e categoria é convocada para greve geral.

02/05/2019 - Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias aprovaram, por unanimidade, uma greve geral no dia 14 de junho contra a reforma da Previdência e para frear retrocessos na política de austeridade do governo Bolsonaro. Com a presença de mais de 200 mil pessoas, um ato histórico que marcou o 1o de maio, Dia do Trabalhador, reuniu pela primeira vez todas as centrais sindicais. Em São Paulo a atividade aconteceu no Vale do Anhangabaú. Por todo o Brasil, em capitais e no interior, atos marcaram a mobilização e organização dos trabalhadores em torno da defesa de seus direitos. 

A Condsef/Fenadsef e suas entidades filiadas já estão se organizando em torno de um calendário que deve ser divulgado em breve. Uma plenária deve ser agendada para referendar as datas de mobilização com assembleias pelo Brasil. O objetivo é engrossar a greve geral com a participação da maioria dos servidores federais brasileiros que tem sido alvo constante de ataques e de uma política de austeridade, somada a um descaso com o setor público mostrado por esse governo e que pode gerar, nos próximos anos, um colapso no atendimento público no Brasil.

A situação dos servidores não tem sido fácil em um cenário que mistura crises administrativas, cortes bilionários em ministérios estratégicos ao desenvolvimento do Brasil, ausência de verba para civis no orçamento. Além da Emenda Constitucional (EC) 95/16, publicada ainda com Michel Temer na Presidência, que congela investimentos públicos por vinte anos, o governo Bolsonaro já anunciou que pretende inclusive rever o direito Constitucional dos servidores a revisões anuaisde salário e chegou a mencionar que a categoria teria 1% de reajuste pelos próximos dez anos. O cenário desfavorável à categoria inclui ainda ameaça a servidores públicos, como aconteceu em recente denúncia feita por servidores da Area Ambiental, expedientes administrativos para impedir até mesmo a compra de materiais, bens e serviços, entre outros obstáculos.

Na capital e no interior o 1º de maio Unificado da Classe Trabalhadora reuniu dirigentes e militantes CUTistas, das demais centrais, de partidos de esquerda e representantes de movimentos sociais que em suas falas denunciavam a violação de direitos dos trabalhadores e em unanimidade incentivavam a resistência típica do guerreiro povo brasileiro, e faziam o chamamento para greve geral.  Os trabalhadores que ouviam atentos, nesse momento aplaudiam e davam gritos de incentivo, inúmeras demonstrações que apoiavam em consenso a greve geral nacional marcada para o dia 14 de junho.

 O Dia do Trabalhador na Bahia demonstrou que mesmo com níveis alarmantes de desempregados no país, que alcança 13,4 milhões de pessoas desempregadas, não amedronta o povo, que quer reagir, unir forças nas ruas para lutar contra essa triste realidade e a retirada de direitos. 

Um dos principais alvos dos protestos e manifestações foram os ataques a educação pública e seu desmonte, dirigentes da APUB alertaram para mais esse retrocesso e neste momento reafirmando o Dia Nacional de Luta no dia 15 de maio, quando terá início o dia nacional de mobilização dos profissionais em educação.

O Ato em Salvador,  contou com a  participação de políticos de partidos de esquerda. As cidades do interior também demonstraram a grade capacidade de mobilização com atos em Feira de Santana Praça José Falcão, na Cidade Nova, Camaçari, Santo Antônio de Jesus.

Agora é luta, vamos todos construir a Greve Geral que começa com a solidariedade das classes com todo apoio a greve dos professores no dia 15 de maio. Com quase trinta anos de luta em defesa dos servidores e serviços públicos sabemos que o caminho que sempre nos garantiu avanços e conquistas foi o da mobilização e da unidade", lembrou Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef/Fenadsef. "Nós não vamos aceitar esse cenário e vamos lutar para assegurar o reconhecimento e a valorização dos servidores e serviços públicos", acrescentou. 

A Condsef/Fenadsef ainda aponta as incoerências no discurso de austeridade quando verifica a postura adotada para outras categorias. No orçamento desse ano o governo vetou reajuste para servidores civis assumindo que militares estão assegurados. Vale lembrar que a própria reforma da Previdência proposta pelo governo para militares foi acompanhada de uma reestruturação na carreira que prevê percentuais de reajuste acima da inflação. Não se pode esquecer os 16% de reajuste autorizados a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

(Fontes: Condsef e CUT-BA)