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08/04/2019
Manifestações tomam as ruas em diversos atos pela liberdade de Lula.

08/04/2019 - Os núcleos de resistência que reúnem entidades, centrais sindicais e movimentos sociais em oposição aos golpes políticos que tiveram início a partir do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, voltaram às ruas neste fim de semana em diversas cidades do país (e até mesmo do mundo) para exigir a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso sem provas há um ano.

Desde a época de sua prisão, em 2018, as entidades têm alertado para o fato de Lula ser um preso político, condenado por um julgamento arbitrário, que determinou seu encarceramento mesmo sem conseguir reunir provas do que era alegado pela Promotoria. A prisão foi parte essencial do Golpe que está em curso contra o povo brasileiro desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e deslanchou no país uma onda política conservadora e de retrocessos, que culminou na eleição de um presidente de extrema-direita, com orientação fascista e sem qualquer projeto político. A mesma tendência que mandou matar a vereadora Marielle Franco e autorizou o exército a fuzilar com 80 tiros, um carro de família, na tarde de ontem, no Rio de Janeiro.

Para a CUT, embora venha sendo narrada pela elite econômica e pelos grandes grupos de mídia do Brasil como resultado natural de um julgamento justo, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua a provocar a indignação e a mobilização dos setores progressistas da sociedade. Na Europa, a prisão de Lula é tratada explicitamente – e até por diversos políticos de direita – como uma questão política.

E é por estarmos enfrentando um novo ciclo do golpe, que precisamos nos desafiar e ampliar nossa capacidade de luta e resistência. A luta se faz necessária em todo Brasil. Em curto, médio e longo prazo.

Como as frentes populares lembravam há um ano, a construção de ações políticas em todo país é fundamental. Devemos potencializar nossa capacidade de diálogo com a sociedade. Unificar todas as lutas: contra a Reforma da Previdência, que acabará com a aposentadoria, em defesa da democracia e na mobilização de todas as forças progressistas e, principalmente, no reforço da articulação entre as entidades que desejam um país melhor, mais justo e solidário.

A raiva e frustração que sentimos ao lermos as notícias do dia a dia devem dar lugar a mais energia para lutar pela reconstrução da democracia no Brasil e pela libertação de Lula. Não é hora de desânimo e desespero, é hora de organização e ação.

(Com informações da CUT)