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27/03/2019
Governo ameaça cortar salários de servidores para forçar aprovação da Reforma da Previdência.

27/03/2019 - Diante dos sucessivos desgastes que têm marcado a gestão Bolsonaro, passados apenas cerca de quatro meses de sua posse, figurões do governo resolveram apelar para ameaças e chantagens como forma de aprovar a reforma da Previdência. Segundo informou a Agência Brasil, o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, disse em reunião da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) na última segunda-feira, 25, em Brasília, que a não aprovação da Reforma e a manutenção das regras atuais implicará na interrupção do pagamento dos salários dos servidores e das aposentadorias num futuro próximo. “O setor público deveria entender que [a reforma] é a forma de garantir suas aposentadorias e salários”, advertiu o ministro.

É cada vez mais evidente a incapacidade deste governo em apresentar projetos para o país e negociar com o Congresso. Ao invés de dialogar com a sociedade e buscar uma proposta que não traga tantos impactos ruins para a vida dos trabalhadores, o ministro de Bolsonaro vale-se de um discurso de intimidação, tensão e medo. A estratégia é surrada e de novo os penalizados de primeira hora podem ser os trabalhadores do serviço público federal, aposentados e pensionistas.

A chantagem de um agente do Estado, em si, ainda que não trouxesse maiores consequências, já seria um fato grave, merecedor de todo o repúdio da sociedade e das medidas administrativas cabíveis. Porém, se levarmos em consideração de que o que está em jogo na fala do Ministro são os salários de trabalhadores que garantem o funcionamento do Estado e também proventos de trabalhadores que há anos sofrem com a perda do poder aquisitivo, mas que ainda assim dependem dessa remuneração para viver, a situação se agrava.

São os interesses e necessidades da nação que estão sendo negligenciados e é sobretudo por este motivo que precisamos reagir. Não é possível que salários e proventos sejam servidos à mesa como moeda de troca para aprovação de uma Reforma que é extremamente prejudicial aos trabalhadores e trabalhadores do Brasil.

Servidores organizados já se mobilizam contra a reforma. Na última sexta-feira, 22/03, por exemplo, milhares de pessoas atenderam ao chamado de sindicatos, da CUT e outras centrais sindicais, confederações como a Condsef/Fenadsef, além de movimentos sociais e populares e saíram às ruas em diversos locais do país para dizer NÃO a essa tentativa de acabar com a aposentadoria. Outros atos ainda serão agendados até que a reforma seja finalmente derrotada. Mas é preciso lembrar que é na participação de todos e todas que essa luta se constrói e fará a diferença. Não vamos ceder às chantagens do governo: a hora é de intensificar a luta. Junte-se a nós e fortaleça a organização.

(imagem e informações da Agência Brasil)