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14/03/2019
SINTSEF-BA participa de Seminário da ISP e celebra memória da vereadora Marielle Franco.

14/03/2019 - O SINTSEF-BA está participando do Seminário Internacional de Resistência e Organização Sindical da Internacional de Serviços Públicos, iniciado ontem , em Brasília, e que prossegue até o próximo dia 16/03. O evento discute os problemas que afetam setor público e as estratégias de unificação dos trabalhadores em meio aos retrocessos promovidos pelo governo federal de extrema direita. O cenário é preocupante: o aprofundamento do desmonte do patrimônio público e das políticas inclusivas que vêm sendo desarticuladas desde o golpe que destituiu Dilma Rousseff, e que agora é encampado pelo atual governo sem qualquer discussão com a sociedade.

Também hoje é dia de lembrar a luta de vereadora carioca Marielle Franco, assassinada a tiros há exatamente um ano, juntamente com seu motorista Anderson Gomes, quando voltava de um Roda de Conversa com jovens negras com o tema “Movendo as Estruturas”.  Marielle foi uma mulher negra, lésbica, da comunidade do Complexo da Maré, socióloga e mestra em Administração Pública e defensora dos Direitos Humanos. Em 2017, foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e presidiu a Comissão da Mulher da Câmara Municipal.

Apenas nas vésperas do aniversário de um ano do crime, o Policial Militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz foram detidos e acusados de terem assassinado a vereadora. As prisões são necessárias, mas não respondem a uma pergunta essencial: quem é o mandante do crime?

Em 2018, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da ONU fez uma visita ao Brasil, para observar a situação dos direitos humanos no país. Além de encontrar autoridades e visitar diversos pontos do país em estado de vulnerabilidade, a Comissão também coletou centenas de depoimentos de vítimas de violações de direitos humanos e seus familiares, e analisou milhares de documentos, leis, projetos de lei e outras informações. No relatório preliminar apontam algumas causas para os problemas encontrados: desigualdade, falta de oportunidades econômicas, falta de mecanismos de justiça e discriminação racial. Questões que eram o foco principal da militância de Marielle e também das entidades que integram a ISP, que defendem serviços públicos de qualidade para todos/as, respeito aos direitos sindicais para todos/as trabalhadores/as dos serviços públicos, a igualdade de gênero e a equidade no emprego para todos/as, alternativas públicas à privatização dos serviços, justiça social no mundo do trabalho e a redução da pobreza e da divida dos países pobres.

Em vista da conjuntura ameaçadora hoje vigente no país, de ataques a direitos adquiridos e às entidades que defendem os interesses dos trabalhadores, a CONDSEF/FENADSEF e a ISP uniram esforços para trazer esse debate para o Brasil. A ideia é trocar experiências comuns, traçar estratégias de resistência e buscar um país mais justo e igualitário para todas e todos. Nesta data que celebra a memória dos que lutam contra a opressão, o SINTSEF-BA e a ISP também somam suas vozes aos gritos contra o genocídio do povo negro, aos protestos contra o país que mata ostensivamente tantas mulheres e LGBTs e que ainda nega o racismo estrutural atrelado à sua história. Hoje todos e todas somos #MariellePresente !