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26/02/2019
Fake News será arma do governo para iludir a sociedade e aprovar a reforma da Previdência.

26/02/2019 - A reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ) atinge fortemente alguns setores como os servidores públicos de todas as esferas, sejam municipais, estaduais ou federais. E a máquina de fake news está à solta para dourar a pílula e engambelar a sociedade. Entidades sindicais, centrais, movimentos sociais e parlamentares de oposição como a deputada Erika Kokay (PT-DF), têm investido espaço e tempo para desmentir argumentos mentirosos como o de que os recursos “economizados” com a Previdência serão investidos em saúde, educação e segurança. “A EC 95 congelou todos os gastos públicos por 20 anos e ela ainda está vigente. A “economia” com sua aposentadoria vai engordar banqueiros!”, alertou Kokay em uma rede social nesta segunda-feira, 25.

O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conclamou o governo a retomar nas redes sociais a estrutura de comunicação (leia-se notícias falsas, as chamadas fake news) para facilitar a aprovação da proposta. Não se deixe enganar. Desconfie de quem diz o contrário. No serviço público, por exemplo, a PEC da Reforma da Previdência dificulta o acesso à concessão do benefício previdenciário, reduz o valor das aposentadorias, amplia a desigualdade entre homens e mulheres na velhice e ignora completamente as diferentes realidades existentes entre os três poderes.

Entidades que defendem os interesses dos servidores denunciam que Bolsonaro ataca os servidores públicos na reforma e trata o funcionalismo como uma categoria privilegiada para a opinião pública ficar contra os servidores. A CONDSEF/FENADSEF criticou o uso da categoria como cortina de fumaça para que a sociedade acredite que privilégios estão sendo atacados. Ao longo dos últimos anos, mais de sete reformas ocorreram somente no chamado Regime Próprio do serviço público.

A Confederação destacou ainda o fato de que a categoria já contribui com percentuais superiores ao do Regime Geral, já possui o Funpresp para previdência complementar para aqueles que ultrapassam salário no valor do teto do INSS. A grande maioria sequer recebe esse valor, hoje de R$ 5.839,45. Quando aposentados, muitos seguem pagando uma alíquota, hoje em 11% cobrado do valor que excede esse teto.

A proposta de Bolsonaro quer estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres e tempo mínimo de contribuição de 25 anos para que os servidores tenham acesso a 60% do salário benefício de aposentadoria. Para receber o valor integral, os servidores terão de contribuir por pelo menos 40 anos. As regras valem para servidores federais, estaduais e municipais.