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23/01/2019
Plenária Nacional definirá eixos da Campanha Salarial 2019.

23/01/2019 - Servidores federais se organizam para reverter o torniquete que arrochou a vida dos trabalhadores para beneficiar a vida dos financiadores da crise. O governo até o momento não se reuniu com as entidades representativas do funcionalismo e nem fala em discutir ou reajustar os salários, que amargam uma defasagem histórica. Para garantir o cumprimento da política neoliberal exigida pelo mercado financeiro, o governo anterior do ilegítimo Michel Temer aprovou no Congresso várias medidas, entre as quais se destaca a Emenda Constitucional 95/16, que congela por até 20 anos as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação. Não é difícil prever que investimentos no setor público se tornarão ainda mais escassos nos próximos anos e quais serão os setores da sociedade mais sacrificados, chamados a pagar a conta da crise que não ajudaram a criar.

O cenário no setor público é de incertezas. Muitas mudanças no setor público já foram anunciadas pelo novo governo, como a extinção de ministérios que conduzem importantes políticas públicas, incluindo Cultura, Esportes e o histórico Ministério do Trabalho que foi desmembrado. Além disso, mudanças nas atribuições da Funai, alterações no Meio Ambiente, ameaças de demissão nas estatais. 

Para discutir essas questões e apresentar um balanço dos primeiros dias de governo Bolsonaro, integrantes da Direção da CONDSEF/FENADSEF realizaram a primeira reunião de 2019 na última terça-feira, 15. Na pauta, os dirigentes trataram de assuntos centrais que dominarão o calendário de atividades dos servidores federais, que também já se mobilizam para o lançamento da Campanha Salarial 2019. Novas reuniões da Direção Nacional, do CDE e até mesmo uma Plenária Nacional serão realizadas a partir de fevereiro.

Para o final do próximo mês e início de março, estão confirmadas reuniões do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) e Direção Nacional nos dias 22 e 23/02. A CONDSEF/FENADSEF também participa de reunião ampliada do Fonasefe. Já em março, um seminário de organização sindical da base da entidade acontece nos dias 15 e 16. Uma plenária nacional da base da Confederação está indicada também para março. Na plenária, a base da Confederação deve eleger a pauta prioritária da maioria dos servidores federais.

Assim como a CONDSEF/FENADSEF, o SINTSEF-BA também repudia esses ataques ao setor público e reafirma a seus filiados a importância de reforçar a mobilização em seus locais de trabalho e participar das atividades convocadas. Alguns temas de campanhas anteriores – e infelizmente até hoje não atendidos – poderão retornar este ano e ser resgatados na pauta de reivindicações, como a busca por uma política salarial com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias; paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; data base em 1º de maio; isonomia dos benefícios entre os Três Poderes; luta pela retirada de projetos que prejudicam a categoria e aprovação daqueles que preservam direitos dos trabalhadores.

 (Informações da CONDSEF/FENADSEF)