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07/12/2018
Coletivos de jovens e LGBTQI+ são lançados em eventos da CONDSEF/FENADSEF.

07/12/2018 - O Brasil possui cerca de 50 milhões de jovens, que já demonstraram determinação em assegurar seus direitos e ocupar um lugar de destaque no processo de desenvolvimento do país. Hoje, apesar dos avanços que a juventude conquistou, não só aqui, mas em diversos países, sabemos que muitos dos mais de um bilhão de jovens do Planeta permanecem sem acesso a direitos básicos, como saúde, educação, trabalho e cultura, sem falar dos direitos específicos, pelos quais vêm lutando, de forma cada vez mais expressiva nos últimos anos.

Pensando sobre isso e cumprindo resolução de seu último Congresso, a CONDSEF/FENADSEF lançou nessa quinta-feira, 6, com um encontro nacional, os coletivos de jovens e LGBTQI+ de sua base. Com o tema “Igualdade de oportunidades” participaram servidores e trabalhadores da base da Confederação. Trabalhadores da EBSERH representaram a Bahia no evento, que também contou com a participação de Erilza Galvão, Coordenadora de Formação Sindical do SINTSEF-BA e também dirigente da CONDSEF/FENADSEF. O encontro definiu a construção de núcleos voltados a ações para o segmento. Integraram a atividade representantes de diferentes estados com perfis referentes às temáticas propostas para os coletivos.

O evento debateu a conjuntura, a importância da participação social, e renovação no movimento sindical. É preciso que garantir a participação dos jovens nos movimentos que buscam a garantia de direitos e avanços em nossas reivindicações. No Brasil, as demandas juvenis entraram apenas recentemente na agenda das políticas públicas. Ganharam força a partir de 2005, com a implementação da Política Nacional de Juventude (PNJ), o que permitiu, em quase uma década, avanços importantes, como o aumento do número de jovens no ensino superior, a retirada de milhões deles das condições de miséria e pobreza e a criação de mecanismos de participação social, a exemplo dos Conselhos e Conferências Nacionais.

Mas ainda é preciso avançar, como na prevenção à violência contra a juventude negra, por meio de políticas de inclusão e ampliação de oportunidades para os jovens negros; promover a inclusão e emancipação dos jovens, com a ampliação do acesso às políticas públicas por meio de equipamentos públicos; criar um espaço de produção do conhecimento e divulgação de conteúdos, focado nos temas ligados às políticas de juventude; defender programas de  inclusão produtiva, formação cidadã e capacitação para geração de renda para os jovens rurais, em especial, ribeirinhos, indígenas e quilombolas; além do apoio ao fortalecimento institucional dos órgãos gestores estaduais e municipais de juventude.

Para a CONDSEF/FENADSEF Há um sentimento compartilhado de ser agente promotor de transformações em nossa sociedade. Participar de movimentos que promovem e incentivem a unidade em torno desses interesses move esses trabalhadores. Servidores e servidoras que já exercem no seu dia a dia essa vocação para o atendimento público. E a defesa de serviços públicos de qualidade com acesso universal passa por esses sentimentos.

(com informações da CONDSEF/FENADSEF)