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31/10/2018
Sintsef-BA organiza a resistência dos trabalhadores.

31/10/2018 - No próximo dia 06 de novembro (terça-feira), às 10h00, o SINTSEF-BA reúne-se com as lideranças de sua base, no auditório do sindicato, em Salvador. Na pauta: avaliação da conjuntura pós processo eleitoral de 2018 e ação do movimento sindical.

Na semana seguinte, no dia 14/11 (quarta-feira), às 09h, será a vez da Assembleia Geral do SINTSEF-BA, também no auditório do sindicato, em Salvador, que aprofundará essas discussões, além de tratar da seguinte pauta: análise de conjuntura, eleição do SINTSEF-BA triênio 2019/2021 e encaminhamentos. Participe, contribua com sua opinião. Ajude-nos a construir a resistência. Fortalecer a organização é fortalecer a luta pela manutenção ou conquista de direitos.

Antes mesmo da posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tem pressa e quer que Congresso aprove a Medida Provisória do governo Temer que adia reajustes do funcionalismo para 2020. A medida provisória que cancela ou adia o reajuste salarial de várias carreiras do serviço público (MPV 849/2018) teve a vigência prorrogada por mais 60 dias. O ato foi publicado na última quinta-feira (25) no Diário Oficial da União. A MP 849 aguarda atualmente instalação da comissão mista encarregada de analisar o texto.

A MP adia por um ano o reajuste, antes acertado para janeiro de 2019, de várias carreiras, como as do Banco Central, da Polícia Federal e da Receita Federal. Médicos, professores e diplomatas também são atingidos. Em alguns casos, fica cancelado o aumento em forma de adicional ou gratificação.

Assim, sem nenhum pudor ou bom senso diante da população brasileira, em 1º de setembro, foi publicada a mando do presidente golpista, a Medida Provisória 849/18 com o seguinte texto: “Cancela aumentos remuneratórios de pessoal civil da administração pública federal para o exercícios subsequentes.”

Com a iniciativa, Temer descumpriu a Lei 13.464/17 e adiou reajustes já parcelados que seriam pagos até 2019, a 253 mil servidores de pelo menos sete categorias. Vale lembrar que outros 1,1 milhão de servidores seguem amargando o congelamento de seus proventos. Um estudo do DIEESE mostra que para repor o poder de compra dos servidores públicos federais seria necessário aplicar um percentual de 25,63% ao reajuste.

Em vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=Dk-5rXe0MEU ), Edvaldo Pitanga, Coordenador Geral do SINTSEF-BA, afirmou que a categoria resistirá e fará frente a essas e outras medidas danosas já anunciadas pelo presidente eleito, como a Reforma da Previdência.