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30/10/2018
Em reunião, SINTSEF-BA traça estratégias de defesa para serviço público e seus trabalhadores.

30/10/2018 - Em reunião ocorrida na manhã desta terça-feira, 30, na sede do SINTSEF-BA, um grupo de dirigentes do sindicato avaliou o resultado das eleições e começou a traçar estratégias de resistência para o futuro.  As propostas serão discutidas com lideranças da base, levadas para a reunião de diretoria e apresentadas na Assembleia Geral do sindicato, que ocorre no próximo dia 14/11, às 09h, em Salvador. “Sabemos que agora a nossa estratégia precisará ser redobradamente defensiva”, esclareceu o Coordenador Geral do sindicato, Edvaldo Pitanga. “Os servidores públicos e suas entidades já eram alvos em governos anteriores, mas a resistência, ainda que difícil, ocorria num pacto democrático, sob pleno funcionamento das instituições, algo que definitivamente foi rompido no país após a eleição do último domingo”, explicou. Uma candidatura que se ergueu a partir da defesa da tortura e da apologia à violência jamais poderia ter prosperado em um contexto institucional sólido.

Em nota oficial, a CUT alertou que “o governo que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019 vai tentar aprofundar o programa neoliberal que está em curso desde o golpe contra a presidenta Dilma: a reforma da previdência, a retirada de mais direitos, a continuidade das privatizações, o aumento do desemprego, o arrocho salarial, o aumento do custo de vida,  a piora da educação e da saúde, o aumento da violência e da insegurança. Além disso, vai  tentar  perseguir e reprimir o movimento sindical, os movimentos sociais, bem como  os setores democráticos e populares em geral.”

Os servidores públicos federais também serão novamente alvos prioritários, pois estão enquadrados numa proposta de Estado, de governo, que não mais interessa à estrutura que assumiu o poder. Mas se enganam os que acham que destruiriam nossa capacidade de resistência e de luta.

Como a CUT ainda avalia na nota (clique aqui para ler na íntegra), “o PT saiu mais forte desse processo como a principal força de oposição ao governo de recorte neoliberal e neofascista. A CUT e os movimentos sociais também se fortaleceram.  Lula e Haddad consolidaram-se como as grandes lideranças no campo democrático-popular.  A CUT manterá a classe trabalhadora unida, preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia”.

Dessa forma, a reunião de hoje no sindicato foi importante por traçar um primeiro esforço estratégico para definir o que o SINTSEF-BA irá fazer concretamente agora, até o fim do ano, e também no futuro, a partir da posse do novo governo, em janeiro de 2019.

Como a CUT e a CONDSEF, o SINTSEF-BA dará continuidade a sua trajetória de luta e conclama suas bases a continuarem mobilizadas e a  resistirem a qualquer ataque contra os direitos e a democracia. De tudo faremos para defender os trabalhadores e os serviços públicos. Enfrentaremos todos que forem a favor desse projeto destruidor e lançaremos mão de todos os recursos da luta para fazer valer nossos direitos. A luta está apenas começando.