Arquivo de Notícias

ARQUIVO DE NOTÍCIAS

19/10/2018
Bolsonaro responsabiliza servidor público por problemas na Previdência.

Imagem: reprodução/Blog do Esmael

19/20/2018 - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou na noite da última terça-feira em entrevista à TV Bandeirantes que considera o funcionalismo público o "grande problema" da Previdência no Brasil. Bolsonaro disse que nesse setor há uma "fábrica de marajás". A declaração repercutiu em diversos veículos de comunicação, como o Jornal Valor (https://www.valor.com.br/politica/5915139/bolsonaro-funcionalismo-publico-e-o-grande-problema-da-previdencia?utm_source=WhatsApp&utm_medium=Social&utm_campaign=Compartilhar). Fernando Collor, em 1989, elegeu-se com esse mesmo discurso moralizador, de caçador de marajás e que iria botar os corruptos na cadeia. A história provou exatamente o contrário.

Um rápido exame nas declarações do candidato e do responsável pela área econômica da campanha, o economista Paulo Guedes, da BTG Pactual, constata que as medidas que prometem implementar, se forem eleitos, só contribuirão para acabar com o serviço público. Como resume bem o professor Marcos Pedlowski, apoiar esse projeto implica em desconhecer suas consequências nefastas ou simplesmente não se importar com o futuro dos seus cargos e salários.

A Condsef/Fenadsef repudiou as declarações do candidato, lembrando que no Executivo, onde está a maioria dos servidores federais, várias reformas já foram aplicadas retirando direitos constitucionais dos servidores. Os trabalhadores do serviço público lembram bem, num passado nem tão distante assim, dos perigos de candidatos que se vendem como “salvadores da pátria” que vão acabar da noite para o dia com os escândalos de corrupção que atingem políticos tradicionais. 

Em outras declarações, como o Blog do Servidor destacou, Bolsonaro já afirmou que “vai acabar com incorporações de gratificações” e “privatizar ou extinguir estatais que dão prejuízo”. No programa de governo, define a idade mínima de 61 anos para os homens se aposentar, com 36 anos de contribuição, e 56 anos para mulher, com 31 anos de contribuição, no país. Mas não quer semelhante tratamento para os militares, porque isso seria obrigar o pessoal da caserna a usar ou “um fuzil ou uma bengala”. “Não pode tratar policial militar e Forças Armadas da mesma forma”, disse. Os projetos de Bolsonaro, embora em parte agradem o mercado, tiveram péssima repercussão entre os servidores públicos federais.

A Condsef/Fenadsef divulgou comunicado aos servidores e empregados públicos federais de sua base onde traz um quadro comparativo de algumas das propostas dos candidatos à Presidência da República nesse 2o turno. A entidade, que representa 80% dos servidores do Executivo, a maior da América Latina, buscou informações dos programas de governo disponíveis no TSE e também de declarações públicas feitas pelos candidatos e divulgadas amplamente em diversos veículos de comunicação. O informativo será distribuído em nossa base, a partir desta terça-feira, mas também pode ser lido online: https://www.condsef.org.br/noticias/condsef-fenadsef-compara-propostas-setor-publico-dos-candidatos-ao-2o-turno