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08/10/2018
Neste segundo turno, vamos derrotar a intolerância oportunista e fortalecer a democracia.

08/10/2018 - As narrativas do antipetismo e de demonização das lutas das esquerdas nos dias de hoje servem a alguns propósitos específicos: desestabilizar o jogo político, calar a luta de classes e defender os interesses do mercado financeiro. Partidos como o PT de Lula e Fernando Haddad ou o PCdoB de Manuela D’Ávila, que disputarão a eleição no segundo turno em 2018, nunca deixaram de pautar e estar à frente das votações em favor dos interesses da classe trabalhadora. É isso que gera tanto incômodo e também explica a súbita ascensão de Bolsonaro, um candidato sem expressão política que apenas é porta-voz os setores que financiaram o golpe e que votou a favor das perdas de direitos dos trabalhadores, do fim dos programas sociais, do sucateamento da educação e da saúde, e que tem como compromisso acabar com o 13º salário e implantar a nefasta reforma da aposentadoria proposta por Temer.

Não por acaso, ele foi duramente repudiado no Nordeste. A região, tradicionalmente explorada por forças políticas promotoras do atraso, foi beneficiada por investimentos em infraestrutura, política energética, emprego, distribuição de renda e até água potável nos governos do PT. Ignorados por todos os presidentes da República até a eleição do ex-presidente Lula, em 2003, os nordestinos não esquecem da fome, da seca, do desemprego, dos saques, da falta de perspectiva e desesperança de antes. E querem de volta os empregos, a dignidade e o respeito a que têm direito.

Esse fenômeno que foi a passagem de milhões de pessoas da miséria para a classe média consumidora está na raiz do ódio semeado pelo golpe. Nossa bandeira de lutas no segundo turno estará ao lado da retomada desse projeto de inclusão social. Estaremos juntos a quem sempre atuou pela garantia de direitos civis, em defesa da democracia, e pela ruptura com as medidas impostas pelos golpistas.

Se uma das maiores tragédia do Brasil é a desigualdade social, agora temos que lutar também contra a ascensão de uma onda fascista no país, surgida a partir das manifestações de 2013. Onda essa que só tem crescido e foi nutrida com o apoio de importantes forças políticas conservadoras. Uma delas, a mídia, agora se mostra assustada e fingindo inocência diante da evidente perda de controle da narrativa e das consequências trágicas da intolerância que começam a aparecer. Ontem à noite, em Salvador, por exemplo, o artista e capoeirista Moa do Catendê foi morto a facadas por se pronunciar contra Bolsonaro numa conversa. Antes disso, o próprio atentado sofrido pelo candidato durante a campanha no primeiro turno, serviu de prognóstico sombrio para a instabilidade que se avizinha.

Além de não ter qualquer projeto político, nem mesmo na agenda de segurança pública, que marca suas entrevistas, Bolsonaro atua justamente em prol do lado das forças políticas e econômicas que sempre estiveram por trás deste país tão brutalmente injusto. Temos o dever de barrar o genocídio e recolocar o país no trilhos.