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05/10/2018
Diga NÂO a enganadores e “salvadores da pátria”: Bolsonaro é mais do mesmo.

05/10/2018 - Já conhecemos de um passado nem tão distante assim os perigos de candidatos que se vendem como “salvadores da pátria” que vão acabar da noite para o dia com os escândalos de corrupção que atingem políticos tradicionais. Fernando Collor, em 1989, elegeu-se com o discurso de que era o moralizador, um caçador de marajás e que iria botar os corruptos na cadeia. A história provou o contrário.  

Agora não é diferente. Para os que pensam em votar em Bolsonaro, o tema do combate à corrupção precisa ser descartado. No ano passado,Joesley Batista, o empresário delator (da JBS), alegou ter transferido R$ 200mil para a campanha do parlamentar em 2014. O deputado, que sempre se gabou de ser “diferente”, não conseguiu explicar a propina que recebeu.

Bolsonaro também abrigava em seu gabinete uma funcionária fantasma, que só foi afastada após o escândalo explodir na imprensa. Há poucos dias, denúncias da ex-mulher vieram à tona, mostrando que o rendimento mensal do deputado chegava ao triplo do que ele ganhava como parlamentar e militar da reserva. Inúmeras matérias na imprensa também relataram o crescimento misterioso do patrimônio do seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que, em apenas quatro anos, chegou a 432%.

Essas e outras notícias dão uma pequena ideia do que está por trás das bravatas moralizantes do candidato e seus seguidores. Também muito se falou nos últimos dias a respeito de uma suposta “polarização” existente nessa eleição entre as candidaturas de Jair Bolsonaro e a do petistas Fernando Haddad à Presidência da República. Nada mais equivocado ou leviano.

Em 2018, se há uma polarização, esta acontece entre civilização ou barbárie, ditadura e democracia, entre o medo e a esperança. A candidatura de Jair Bolsonaro está sintonizada com os valores mais perversos e antidemocráticos de qualquer sociedade. Sem qualquer projeto político ou proposta para resolver a crise que nos assola, o candidato apoia-se apenas no discurso de ódio contra as minorias e vendendo a ilusão de que soluções simples e autoritárias resolverão problemas graves de nosso país.

Basta olhar para o Rio de Janeiro e o fracasso da Intervenção Militar para constatar a inutilidade desse projeto: passados quase oito meses de implantada e já próxima do seu prazo de encerramento, a medida até hoje não barrou a criminalidade, como se pretendia, e nem deu o menor sinal de relevância para combater a violência naquele estado.

A democracia está em risco por causa de um fascismo que existe.e que se anuncia nessa candidatura do ódio. Não se engane: Bolsonaro nada tem de novo, diferente ou honesto. Não será com ele que derrotaremos a corrupção ou a criminalidade.

O SINTSEF-BA acredita que só alcançaremos uma sociedade mais justa com políticas públicas sérias, no terreno das ações afirmativas e com o propósito de tentar corrigir distorções históricas na formação da sociedade brasileira.