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03/10/2018
Sem projetos para o país, Bolsonaro pode agravar a crise e aprofundar a miséria, alerta o SINTSEF-BA.

03/10/2018 - O desastre que representa a ascensão política de Jair Bolsonaro (PSL e coligação) para o país não se resume apenas às suas declarações racistas, homofóbicas e violentas, amplamente conhecidas. Essas bravatas truculentas e ofensivas à dignidade humana, que ganharam força graças à negligência e impunidade com que foram tratadas pelo Judiciário, estão longe de ser o único problema trazido por sua candidatura. As declarações da chapa, por exemplo, indicam o fim de uma das mais importantes conquistas do trabalhador brasileiro, o 13º salário.

Uma candidatura que considerara o 13º uma "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros" precisa ser vista com desconfiança pela classe trabalhadora. Estas e outras declarações como a de que “o Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais” aprofundam as desigualdades existentes no país e reforçam o projeto nefasto para com os direitos trabalhistas. Alheia às necessidades do eleitorado, a chapa do PSL continua defendendo que o 13º é um dos "custos" que o Brasil precisa diminuir para ter competitividade internacional.  

Ideias assim estão perfeitamente sintonizadas com a Reforma Trabalhista, aprovada pelo governo Michel Temer no ano passado. A Reforma foi duramente combatida pelas centrais sindicais, como a CUT, porque trazia para os trabalhadores uma profunda insegurança financeira e também jurídica, ao prever a ausência de uma jornada regular fixa de trabalho e propor que o negociado prevalecesse sobre o legislado nas negociações entre patrões e empregados.

Medidas como a Reforma Trabalhista e a Terceirização, defendidas pelo governo e empresários com o argumento de que elevariam os efeitos positivos na economia nacional, com geração de emprego e renda, mostraram-se catastróficas e não surtiram até hoje os efeitos anunciados. Estamos sentindo na pele até hoje os seus impactos negativos. Como prevíamos e fomos às ruas denunciar, o desemprego segue crescente e a economia nacional continua estagnada, sem dar sinais de recuperação. Só trouxeram enormes prejuízos para os trabalhadores, que perderam vários e importantes direitos garantidos pela antiga CLT.

E agora temos mais uma candidatura comprometida com os patrões, financiadas pelos grandes empresários, como a de Bolsonaro, que só querem precarizar ainda mais os direitos dos trabalhadores. Já vimos com o governo Temer – e mesmo antes dele - o quão falsas essas promessas de “salvadores da pátria” podem ser. Por conta disso, ainda estamos enfrentando as consequências dramáticas da aposta equivocada de uns poucos que diziam falar em nome da maioria. Não permita que isso aconteça novamente. Eleja candidatos que tenham compromissos verdadeiros com a classe trabalhadora. Os trabalha-dores precisam estar atentos para não cair em novos contos do vigário. Em 2018 vote apenas naqueles que ouvem e respeitam a vontade do povo.