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01/10/2018
CUT apresenta sua plataforma para as Eleições 2018.

01/10/2018 - A Central Única dos Trabalhadores - CUT, nesses tempos de retorno das forças de extrema direita, fundadas na disseminação do ódio, da destruição cotidiana da democracia, da soberania e dos direitos da classe trabalhadora, apresenta ao País sua Plataforma para as Eleições 2018, construída sob a ótica dos trabalhadores e das trabalhadoras e em favor do povo brasileiro (clique no anexo para acessar).

As Eleições de 2018 serão realizadas num momento particularmente difícil para o povo brasileiro e para a classe trabalhadora. Os objetivos das forças golpistas são claros. Querem seguir promovendo a restauração neoliberal no País, destruindo os avanços duramente conquistados na última década, retirando direitos fundamentais da classe trabalhadora e fragilizando os sindicatos.  Aprofundam o desemprego, arrocham os salários, precarizam o trabalho e privatizam empresas e serviços públicos. Querem continuar reduzindo drasticamente a ação do Estado e o investimento público na Educação, na Saúde, na Previdência e nas políticas voltadas para a promoção da igualdade e a inclusão social.

As medidas adotadas pelo governo ilegítimo de Temer não deixaram dúvidas do retrocesso que desejavam impor ao povo brasileiro, penalizando, principalmente, a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população, por quem não mostram nenhum respeito.

A concepção de Estado mínimo que orienta a lógica da restauração neoliberal representa a negação da política anterior dos governos Lula e Dilma, em que o Estado teve um papel fundamental na promoção do desenvolvimento e na diminuição das desigualdades. Ela está sendo traduzida num conjunto de medidas visando o desmonte das políticas para indústria, assim como para os serviços públicos definidos como universais na Constituição de 1988, como Educação e Saúde. Este processo aumenta a miséria e prejudica diretamente os setores mais pobres da população das cidades das mais diversas regiões do País.

A EC 95/2016 é um dos principais instrumentos utilizados para promover o Estado mínimo. Estabelece que durante os próximos 20 anos a União só poderá investir em custeio os valores aplicados no ano anterior, atualizados apenas pela inflação. Isso significa reduzir pela metade o tamanho do Estado em áreas como Saúde e Educação, ao longo do tempo.

Essa redução do papel do Estado passa, ainda, pela adoção de medidas que causam especial impacto sobre os servidores públicos, estabelecendo compromissos com a reforma da Previdência dos regimes próprios e com o congelamento de reajustes e de contratações. Estas contrapartidas limitam drasticamente as possibilidades de ação das políticas públicas, atingindo em cheio a classe trabalhadora, os setores mais pobres da população e são, por este motivo, inaceitáveis.

Por esta razão é que esses temas continuam a ser debatidos com as bases pelas entidades sindicais cutistas, como o SINTSEF-BA e com os candidatos/as às Eleições 2018, sejam do Executivo ou Legislativo, a quem foram entregues esta Plataforma da CUT. Precisamos aproveitar a mobilização popular para apresentar e discutir propostas concretas para a construção de um Brasil mais progressista e igualitário, que todos esperam ver volta a partir de 2018. 

(com informações da CUT)