Marcha e Ato Político-Cultural destacam luta da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. - Arquivo de Notícias - SINTSEF - Bahia

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25/07/2018
Marcha e Ato Político-Cultural destacam luta da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

25/07/2018 – Nesta quarta-feira, 25 de julho, o Sintsef-BA destaca a força da luta feminina por ocasião das comemorações do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. Em Salvador, a data será homenageada com uma Marcha das Mulheres Negras Movem a Bahia, às 13h, com concentração na Praça da Piedade. Às 17h, no Terreiro de Jesus, acontece um ato político-cultural. As atividades de hoje terão por tema a celebração da vida da mulher negra e a necessidade de fortalecer o enfrentamento contra a descriminação e desigualdade racial.

Ainda há uma flagrante diferença econômica e social entre mulheres brancas e negras no Brasil. Do total de mulheres assassinadas no país entre 2006 a 2016, por exemplo, 71% são negras, de acordo com dados divulgados no Atlas da Violência 2018.

A data foi criada em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana. Na ocasião, o evento refletiu sobre a identidade e o papel desempenhado pelas mulheres negras nestes continentes. Hoje, a data é um marco internacional da luta dessas mulheres, além de sua resistência e coragem no combate às diferentes formas de opressão desde o período da escravidão até os dias atuais.

Ressaltando a importância do evento, lembramos também que no dia 2 de junho de 2014, por meio da Lei 12.987, foi instituído no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a ser celebrado também em 25 de julho.

Outro destaque importante desta luta foi a instituição, em 2013, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) da Década Internacional Afrodescendente, para o período entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2024. O objetivo foi promover o respeito, a proteção e a garantia de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais dos afrodescendentes, como estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em torno destes marcos históricos, assim como em outros vinculados às lutas democráticas e populares por mais direitos, entidades como o Sintsef-BA, a Condsef e a CUT atuam para pautar a bandeira da igualdade de oportunidades. Através do debate, as entidades alertam seus(suas) filiados(as) para a necessidade permanente de combater a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.