Centrais sindicais fazem Dia do Basta em 10 de agosto. - Arquivo de Notícias - SINTSEF - Bahia

Arquivo de Notícias

ARQUIVO DE NOTÍCIAS

23/07/2018
Centrais sindicais fazem Dia do Basta em 10 de agosto.

23/07/2018 - Para dar um basta aos desmandos provocados pelo ilegítimo governo de Temer, a CUT e demais centrais promovem o "Dia do Basta" em 10/08, com paralisações no local de trabalho e atos públicos por todo País. O ato, contra o desemprego, a reforma trabalhista e o restante da pauta de retrocessos que vem sendo tocada pelo governo golpista, é organizado pelas centrais sindicais como a CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Intersindical, Nova Central, CSP/Conlutas e CGTB.

"Vamos unir forças e demonstrar toda a capacidade de organização do movimento sindical", disse Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT. Para organizar sua base para o "Dia do Basta", a direção da CUT encaminhou um documento com orientações e explicações da importância da data para a classe trabalhadora brasileira.

"As palavras de ordem para mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras dialogam com os problemas concretos vividos pela classe trabalhadora no seu dia a dia. Escolhemos aquelas que potencialmente mais afetam os trabalhadores de todo o País", diz trecho do documento.

Os protestos deste dia 10 de agosto, segundo orientação da direção, devem focar também na defesa da proposta da CUT para a saída da crise em que o país se encontra pós-golpe 2016, que é "a liberdade e direito de Lula concorrer às eleições como candidato à Presidência, com o compromisso de revogar as medidas nefastas do governo golpista e convocar Assembleia Constituinte para fazer as reformas necessárias ao fortalecimento da democracia, à retomada do crescimento, à geração de emprego de qualidade e à promoção de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável."

Outras lutas e reivindicações fazem parte da agenda nesse dia, dentre elas estão criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar a falta de emprego e o subemprego crescentes, revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os investimentos públicos por 20 anos, renovar a política de valorização do salário mínimo, revogar pontos negativos da reforma trabalhista e da terceirização, que precarizam os contratos e condições de trabalho e assegurar o direito e o acesso ao Sistema Público de Seguridade e Previdência Social.

"Não é possível conviver com um desemprego que atinge mais de 13 milhões de pessoas, muitas no desalento, sem esperança de uma mudança positiva no país, com empresas fechando e cada vez mais trabalhadores ficando sem seus direitos, além de uma lei (reforma) trabalhista selvagem e desumana", afirma Miguel Torres, presidente interino da Força Sindical.

Em 2016, o número de subocupados no país era de 4,8 milhões de trabalhadores. Em 2018 esse número ultrapassa a casa dos 26 milhões de pessoas.

João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força, disse que é importante mobilizar e parar. "O país precisa gerar empregos e esta luta envolve toda a sociedade civil. O Dia de Luta será o ’Dia do Basta’, da classe trabalhadora e da sociedade", afirma.

"Diante do atual momento em que os trabalhadores têm seus direitos ameaçados, a unidade das centrais é muito importante", destacou Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central/SP.

Fontes: CUT e Blog do Servidor.