Arquivo de Notícias

ARQUIVO DE NOTÍCIAS

12/07/2018
Após violência contra trabalhadora da EBSERH, SINTSEF-BA divulga nota exigindo providências imediatas.

NOTA DE REPÚDIO

O SINTSEF-BA REPUDIA com veemência a situação de insegurança instalada nas imediações dos campi da Universidade Federal da Bahia. Infelizmente, não é uma questão isolada, pois se repete em diversos órgãos federais e reflete a política de descaso do governo federal para com o serviço público e seus trabalhadores. Na noite da última segunda-feira, 09, uma enfermeira da EBSERH, lotada no Hospital das Clínicas, em Salvador, foi vítima de sequestro-relâmpago e estupro ao sair do seu local de trabalho.

O SINTSEF-BA solidariza-se à vítima e seus familiares e entrará em contato com a EBSERH em busca de providências. Há uma falta de segurança constante no espaço da Universidade, que não tem conseguido garantir a tranquilidade dos seus trabalhadores, estudantes e mesmo usuários. A violência é absolutamente intolerável, seja no âmbito da universidade ou em qualquer outro local de trabalho, e merece, por parte dos administradores e gestores  públicos, a tomada de providências imediatas, de modo a coibir estes tipos de ocorrência. 

A preocupação do sindicato com este assunto não é nova. Por conta de assaltos a servidores, a segurança naquela região já havia sido tema, há quase dois anos, de conversas com o Superintendente da EBSERH. Na ocasião, apesar de manifestar sua preocupação, o Superintendente afirmou que teria dificuldades para resolver o problema, sobretudo na área externa, do estacionamento, tanto pela questão financeira, quanto pela competência que caberia mais ao Reitor. Avaliamos que outras alternativas deveriam ser buscadas para superar esse quadro.

O tema da segurança pública, de fato, é grave e urgente, mas não pode ser dissociado de uma conjuntura maior. Em julho de 2017, reitores das universidades federais anunciaram que a verba disponível para a manutenção das instituições, naquele ano, seria suficiente apenas até setembro. Antes do anúncio, funcionários já vinham sendo demitidos, bolsas cortadas, obras paralisadas e contas acumuladas. Em dezembro, o orçamento para as federais, em 2018, trouxe uma mudança para pior: pela primeira vez, apenas metade do dinheiro destinado a investimentos estará diretamente disponível para uso.

A situação tende a se agravar nos próximos anos com a EC95, que limita, em 20 anos, despesas com políticas públicas prioritárias, como saúde, educação e segurança pública, além de programas sociais, priorizando o sistema financeiro em vez dos cidadãos brasileiros. Atento a essas consequências, desde o início da tramitação da PEC no Congresso, o SINTSEF-BA percorreu a sua base alertando os trabalhadores sobre os efeitos desastrosos da medida para o serviço público.

O Estado brasileiro não pode fugir às suas obrigações constitucionais de garantir a cidadania e zelar pela dignidade da pessoa humana. Políticas de austeridade aprofundam a desigualdade e o desemprego e trazem altíssimos custos sociais. Através da indiferença, impõem um estado de vulnerabilidade aos cidadãos, que passam a ser privados de seus direitos mais básicos, como a segurança pública.

Assim, além de externarmos aqui nossa indignação e repúdio a esse caso recente de insegurança e violência, estaremos agendando, na próxima semana, reunião com lideranças da EBSERH/HUPES para tratarmos dessa e outras demandas locais, como já previsto ao encerrarmos o recente processo de greve nacional, no início de Junho, em defesa e conquista de Acordo Coletivo de Trabalho. Também solicitaremos uma nova reunião com a Superintendência.

A luta em defesa do Serviço Público e de seus trabalhadores e trabalhadoras é todo dia!!!

Salvador, 12 de julho de 2018.

A Direção do SINTSEF-BA