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28/06/2018
Orgulho LGBT - Celebração reforça luta contra a intolerância e por políticas mais inclusivas.

28/06/2018 – O Dia Internacional do Orgulho LGBT ( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros ) é celebrado nesta quinta-feira (28). A data faz alusão ao episódio que ficou conhecido como Stonewall Inn, nome de um bar frequentado pela comunidade gay de Nova Iorque e que na noite de 28 de junho de 1969 teve seus frequentadores presos pela polícia, levando a vários dias de protestos.
 
Como se vê, a sigla LGBT abriga mais identidades que essas quatro letras dão conta de explicar e é importante reforçar a participação de cada uma delas no processo de afirmação das questões relacionadas à homossexualidade e à identidade de gênero. Se hoje este assunto pode ao menos ser discutido em alguns espaços da sociedade, é porque muita gente foi e continua indo às ruas demandar direitos e visibilidade. Nos EUA, o levante histórico contra a perseguição da polícia às pessoas LGBT durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho gay, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano. 
 
Quase 50 anos após o episódio de Stonewall, muita coisa mudou para a população LGBT no mundo, mas ainda há um longo caminho pela frente. O Grupo Gay da Bahia é responsável por dos levantamentos mais importantes sobre violência contra gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans no Brasil. Há 38 anos o grupo monitora no número de assassinatos e suicídios motivados pela LGBTfobia. A pesquisa mais recente mostrou que um LGBT morreu por causa do preconceito a cada 19 horas no país em 2017. Das 445 pessoas mortas no ano passado, 194 eram gays, 191 eram pessoas trans, 43 eram lésbicas e cinco eram bissexuais
 
O Comitê LGBT da Internacional dos Serviços Públicos (ISP) Brasil, entidade à qual a Condsef é filiada, lançou em 2015 uma cartilha onde reafirma a necessidade de continuar trabalhando arduamente para: erradicar a estigmatização e os preconceitos baseados na orientação sexual e na identidade de gênero; combater a homofobia nos níveis estatal e da sociedade; levantar-se contra todas as formas de fundamentalismos religiosos que querem impor seus dogmas para o Estado; prevenir o fundamentalismo político e combatê-lo onde tenha se levantado.
 
No dia de hoje, o Sintsef-BA reafirma o seu repúdio qualquer forma de intolerância, e, nessa luta por uma sociedade cada vez mais justa e inclusiva, volta a defender o respeito às diferenças e singularidades humanas, .