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15/05/2018
Boletim do DIEESE mostra fracasso das políticas do governo Temer.

15/05/2018 - “Não há nenhum indicador econômico que aponte para algo positivo. As baixas taxas inflacionárias, longe de representar o sucesso da política econômica, significam o fracasso da retomada do crescimento. O Brasil está completamente desorientado e sem lideranças capazes de restituir a confiança necessária para que a nação reaja. Dentro desse cenário, a economia não cresce e a vida da população piora”. Este é o diagnóstico do último Boletim de Conjuntura do DIEESE, de maio de 2018, que analisa os números da economia brasileira e seus impactos na vida dos trabalhadores.

Para a CUT, o relatório comprova o que a classe trabalhadora já sente na pele: a economia brasileira ainda está muito longe da retomada anunciada pelo golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e alardeada pelos grandes veículos de comunicação. “Eles deram sustentação ao golpe de 2016 e agora tentam manter de pé este governo, mesmo diante da piora na qualidade de vida do brasileiro”, disse a Central, em nota.

O boletim do DIEESE mostra que a taxa de inflação inferior à meta estipulada pelo governo é consequência direta de uma das mais drásticas depressões da história do país, que fez com que o PIB acumulasse uma queda de quase 7% entre 2015 e 2016. Além do pífio crescimento de 1% em 2017, a perspectiva é de que a economia continue estagnada este ano.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, não adianta o governo e a imprensa tentarem fazer malabarismos com os números para passar uma falsa sensação de melhora da economia se o povo sente no bolso que tudo piorou. Os indicadores da economia falam por si: não há discurso falso de otimismo que resista a um país com 13,7 milhões de desempregados, 10,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e outros 23,1 milhões que trabalham por conta própria e dependem do aquecimento da economia para sobreviver.

Quem continua surfando na crise são os mesmos setores de sempre: como o boletim mostra, os maiores ganhos do país continuam nas mãos dos bancos (Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) que obtiveram lucros recordes. Não há, de fato, muitos motivos para acreditar em uma mudança nesse horizonte, em retomada do crescimento econômico, com a atual política de concentração de renda e precarização da qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Se não lutarmos pela mudança, todas as incertezas estruturais existentes em 2017 e 2018 seguirão presentes em 2019.

Clique aqui e confira a íntegra do boletim de conjuntura do Dieese (maio 2018)