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19/03/2018
Alianças e resistência definem Fórum Social Mundial 2018.

19/03/2018 - Encerrado no último sábado, em Salvador, o Fórum Social Mundial 2018 aprofundou os debates em torno da necessidade de unificar as lutas para resistir aos desafios do cenário político brasileiro e do planeta.

Quem passou pela Praça das Artes (UFBA), na manhã deste sábado (17) pode participar do espaço dedicado à construção de alianças e fortalecimentos das resistências. Segundo Pierre George, integrante do Conselho Internacional do FSM, a Ágora dos Futuros foi pensada como um momento final do fórum, que estivesse em sintonia com a ideia de dois importantes pontos da carta de princípios do evento: ninguém fala em nome do fórum e os facilitadores dos fóruns se comprometem a disseminar as ações, decisões e declarações dos participantes.

“A ideia foi combinar as duas coisas em um espaço horizontal, onde os participantes que tenham ações públicas após o fórum, sejam elas iniciativas que já existam e foram reforçadas ou aquelas criadas durante o fórum, possam se encontrar, descrever suas ações, discutir, deixar contatos. É um espaço para relação entre os participantes e para que os grupos possam se articular”, explica George.

Simbolicamente unidas em torno do nome de Marielle Franco, Vereadora do PSOL-RJ brutalmente assassinada no último dia 14, na capital fluminense, as participantes da Assembleia de Mulheres levaram palavras de ordem como “nenhuma a menos”, “parem de nos matar”, “feminismo é revolução” e homenagearam a força feminina. Durante o evento, ocorrido na sexta-feira, 16, no Terreiro de Jesus, lideranças políticas de diversas partes do mundo evocaram o fortalecimento do movimento de mulheres no âmbito local, regional, nacional e internacional em torno da saúde e dos direitos sexuais das mulheres e direitos reprodutivos e o enfrentamento da violência.

Ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Condsef, o Sintsef-BA participou expressivamente dos cinco dias do Fórum, tanto nas atividades de rua quanto dos debates da Tenda Futuro do Trabalho, no campus da UFBA, em Ondina. A Central procurou discutir a vulnerabilidade dos trabalhadores – em especial das parcelas mais atingidas pelas desigualdades sociais, como mulheres, negros e jovens – em face da vulnerabilidade do Estado, com uma legislação precária e normas da OIT desrespeitadas. Diante das transformações por que passa o mundo do trabalho, a classe trabalhadora precisa estar cada vez mais unida para não ter seus direitos sonegados.

A CUT reconhece que o diálogo constante com a base, em especial com os setores mais precarizados, será fundamental para a construção de novas alianças e novas formas de enfrentamento em um mundo cada vez mais competitivo e desigual.