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09/03/2018
Coletivo de divulgação do Fórum Social Mundial reúne-se em Salvador.

Foto:Luis Teixeira 

09/03/2018 - Profissionais de imprensa e dirigentes sindicais, representantes de coletivos e entidades vinculadas à CUT participaram na manhã dessa sexta-feira, 09, na sede do Sindprev, em Salvador, de uma reunião para traçar estratégias de comunicação para a cobertura das atividades do Fórum Social Mundial 2018 (FSM 2018). A assessoria de comunicação do Sintsef-BA participou da atividade. O Sintsef-BA é uma das entidades cutistas que integram o comitê organizador do FSM, que será realizado na capital baiana no período de 13 a 17 de março.

 

A expectativa é que o evento reúna mais de 80 mil pessoas ao longo dos cinco dias, sendo 10 mil de fora do Brasil, oriundas de 120 países. O tema desta edição é “Resistir é criar, resistir é transformar” e já é um forte indicador das linhas dos debates que serão travados em diferentes ambientes com personalidades de todo o mundo. As atividades são abertas ao público. Quem optar pelo credenciamento poderá fazê-lo no local e terá direito a certificado de participação.

Em Salvador, as mesas, debates, oficinas e manifestações artísticas se concentrarão no campus da UFBA, em Ondina, e em outros espaços da cidade, como a Reitoria da Universidade e o estádio de Pituaçu. Personalidades como a ex-presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica e a ex-presidenta argentina Cristina Kirshner virão à capital baiana e integrarão atividades do Fórum.

A CUT, que é membro do Conselho Internacional do Fórum, terá uma tenda específica no campus de Ondina intitulada “O Futuro do Trabalho”, que será palco de discussões  relacionadas ao enfrentamento do neoliberalismo e das desigualdades sociais que persistem e avançam em todo o mundo.

O Fórum Social Mundial surgiu em 2001, com o objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos que, desde 1971, defende as políticas neoliberais em todo mundo. Desde então, o evento acontece anualmente em uma cidade brasileira na busca de ampliar a convergência, os diálogos, centralizados em eixos temáticos globais como a emancipação social e dimensão política das lutas; a luta contra o capitalismo patriarcal e o racismo; políticas de gênero e diversidade. A programação do FSM é policêntrica e construída de maneira participativa pelos variados segmentos que o compõem.

Em sua carta de princípios, o Fórum Social Mundial afirma-se como “um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra”.

(com informações do Fórum Social Mundial)