Não tem recuo: Brasil tem dia de protestos para barrar Reforma da Previdência. - Arquivo de Notícias - SINTSEF - Bahia

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19/02/2018
Não tem recuo: Brasil tem dia de protestos para barrar Reforma da Previdência.

19/02/2018 - A CUT, suas entidades filiadas, confederações, como a CONDSEF-FENADSEF, e demais centrais sindicais já anunciaram: não tem recuo. A estratégia para barrar retrocessos é greve, paralisações e atos,  aumentar a pressão nas ruas e redes. O objetivo é mostrar ao Congresso Nacional que não haverá trégua até que seja engavetada de uma vez por todas a proposta do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) de acabar com a aposentadoria de milhões de brasileiros.

Por isso mesmo, uma série de manifestações acontecem nesta segunda-feira, 19, em diversas cidades. À tarde, caminhadas e novas mobilizações estão previstas. Em Salvador, hoje cedo, o trânsito em diversos pontos da cidade foi interrompido. Manifestantes protestaram na frente do Shopping da Bahia pela manhã. No período da tarde, a concentração começa às 15h para o ato no Campo da Pólvora.

Em Serrinha, o Núcleo Nordeste do Sintsef-BA participou de uma manifestação conjunta com diversos outros setores representativos da região. Órgãos públicos suspenderam as atividades em adesão ao movimento. Em Itaberaba, os trabalhadores também saíram em caminhada pelas ruas da cidade, alertando a população para os riscos da aprovação da Reforma. Também no território do Sisal, em Conceição do Coité, houve protestos: os trabalhadores se concentraram na porta do INSS local e realizaram um ato público.

A nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo do ilegítimo Michel Temer e prestes a entrar em pauta na Câmara é mais perversa que a anterior. E, ao contrário da propaganda do governo, não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, ataca apenas a classe trabalhadora que terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum período desempregado.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente atacados com o desmonte da CLT.  “A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, diz Vagner.