Arquivo de Notícias

ARQUIVO DE NOTÍCIAS

10/11/2017
Dia Nacional de Lutas começa com forte adesão na capital e interior do estado.

Contra a reforma trabalhista e a perda de direitos

As manifestações do Dia Nacional de Lutas começaram intensas na capital e interior da Bahia. O protesto é organizado pelas centrais sindicais em protesto contra a Reforma Trabalhista, que entra em vigor neste sábado, 11, e outros projetos do governo Temer, que retiram direitos da classe trabalhadora. Em Salvador, os ônibus pararam no início da manhã e agências bancárias não funcionaram. As Centrais promoveram manifestações nas rodovias e as aulas na Universidade Federal da Bahia, bem como nas escolas estaduais e municipais, foram suspensas. Ainda hoje, às 11 da manhã, uma caminhada sairá do Campo Grande em direção á Praça Castro Alves.  Antos em frente à Previdência Social e ao Tribunal Regional do Trabalho também estão na programação.

Em Serrinha, o Núcleo Nordeste do Sintsef-BA mobilizou sua base e, em parceria com outras entidades e movimentos sociais e populares da região, promove um gande ato na Praça Luiz Nogueira. Os trabalhadores do Ministério da Saúde e da Funasa também compreenderam a gravidade do momento e resolveram aderir à luta. Em assembleia geral realizada no dia 27 de outubro, no auditório do Núcleo Regional de Saúde Centro Leste Base de Serrinha-BA, eles deliberaram pela paralisação neste dia 10.

As Centrais Sindicais superaram suas diferenças e se uniram na luta pela revogação desta antirreforma trabalhista. Ela atende aos interesses dos empresários de aumentar a exploração dos trabalhadores e das trabalhadoras. Com a Reforma Trabalhista, o que for negociado valerá mais que o legislado e até mesmo acordos individuais prevalecerem sobre as leis. Implica em permitir que só um lado, o mais forte e que tem o poder do dinheiro, imponha as regras a partir de agora. É um evidente retrocesso. A lei existe para proteger os trabalhadores.

A Reforma foi aprovada por um Congresso Nacional sem legitimidade, em que grande parte dos parlamentares está envolvida em denúncias de corrupção ou se deixou corromper pela compra de voto. A CUT se recusou a participar de qualquer negociação desta lei que retira direitos fundamentais das/dos trabalhadores, apresentada por um governo sem representatividade para fazer uma mudança desta natureza e dimensão. 

Em nota, a CUT denuncia que, “para Temer e os deputados aliados ao seu governo golpista e ilegítimo, não bastava jogar no lixo 100 itens da CLT que protegiam os trabalhadores e as trabalhadoras de empresários inescrupulosos. O texto prossegue, afirmando que “era fundamental dar a essa turma de empresários segurança jurídica para explorar, enganar, intimidar e impedir que os sindicatos agissem para combater a má-fé, o ataque aos direitos adquiridos, o não pagamento de direitos, os depósitos ao INSS e ao FGTS”.

E, como bem indica a Central, em seu texto, só existe uma saída: resistir, lutar pela anulação da reforma, ocupar as ruas, denunciar as barbaridades contidas na lei, se organizar nos locais de trabalho, procurador o seu sindicato e agir coletivamente. “Sozinhos somos fracos, juntos somos fortes”, lembra a CUT.