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06/11/2017
Dirigentes do Sintsef-BA protestam em Genebra pela garantia de direitos.

O povo acima do lucro

Dirigentes do Sintsef-BA protestam em Genebra pela garantia de direitos

Dirigentes sindicais do setor público de todo o mundo fizeram uma manifestação na Praça das Nações em Genebra, nesse 1º de novembro, em apoio aos trabalhadores(as) da ONU – Organização das Nações Unidas – que se encontram em campanha por melhores salários e enfrentando a intransigência dos patrões. A delegação brasileira da Condsef, que incluía os dirigentes do Sintsef-BA Edvaldo Pitanga e Erilza Galvão, aproveitou a oportunidade para ecoar para todo o planeta um sonoro FORA TEMER, no que foi acompanhada em várias línguas.

Reunidos no 30º. Congresso da Internacional de Serviços Públicos (ISP), encerrado no último dia 03, lideranças sindicais do setor público de 154 países, de 669 sindicatos filiados e representando 20 milhões de trabalhadores(as) saíram em passeata do Centro de Convenções até o local do evento e prestaram sua solidariedade aos companheiros(as) em luta.

Os manifestantes exigiam a necessidade de um mecanismo de negociação coletiva para funcionários da ONU e cobraram às Nações Unidas respeito aos direitos da categoria. Os trabalhadores da ONU estão em luta por melhores condições de trabalho, contra a terceirização e ameaças de cortes de quase 8% dos salários. Após a manifestação dos funcionários públicos internacionais em Genebra e chefes de agências da ONU, as medidas anti-trabalhadores foram barradas neste primeiro momento.

O Congresso da ISP de 2017 garantiu a visibilidade das entidades filiadas e dos trabalhadores que representam: vitórias celebradas, lutas reconhecidas, desafios e histórias compartilhadas. As conquistas sociais até recentemente garantidas estão sendo revertidas, ou simplesmente eliminadas no Brasil e no mundo. Trabalhadores explorados de uma maneira análoga às formas de escravidão. Migrantes, crianças, mulheres e jovens vistos como uma fonte de mão-de-obra barata e sem acesso aos serviços públicos.

De acordo com as estatísticas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), todos os anos, 150 milhões de pessoas ficam abaixo da linha de pobreza. Os dados foram apresentados na Resolução Geral da ISP, que traçou as diretrizes de luta para os próximos cinco anos. O aquecimento global e as mudanças climáticas causam cada vez mais desastres naturais, enquanto milhares tentam escapar das guerras, da violência ou da violação de seus direitos humanos. O fascismo avança. O mundo está em uma encruzilhada e, a menos que estejamos preparados para liderar a mudança, as classes trabalhadoras serão privadas de um futuro.

Para a ISP, os serviços públicos são uma ferramenta valiosa para integrar migrantes, pessoas deslocadas e refugiados na sociedade. É assim que podemos contribuir para derrotar ignorância e preconceito e ajudar a desenvolver uma sociedade mais justa e pacífica.