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27/10/2017
Dia do servidor será também mais um dia de resistência e luta contra o desmonte.

27/20/2017 - Neste sábado, 28, lembraremos de mais um Dia do Servidor Público. Com o cenário político sombrio em que o país está imerso, deveria ser um dia de comemoração, mas a categoria  está angustiada. Não há o que celebrar. Os trabalhadores do serviço público são vítimas potenciais do chamado “ajuste fiscal” do governo golpista, um pacote de medidas que promovem o desmonte dos serviços públicos e atacam direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988.

Os projetos e medidas do governo ilegítimo de Michel Temer reduzem claramente o papel do Estado Democrático de Direito. Aprovados ou ainda em andamento, eles assombram pelo grau de retrocesso que significarão, quando postos em prática. Além da Reforma Trabalhista, do congelamento de investimentos nas políticas sociais por 20 anos, temos o corte brutal de verbas públicas para setores essenciais como saúde, educação, ciência e tecnologia; o fim da estabilidade no serviço público; a flexibilização das leis de fiscalização do trabalho escravo; o projeto da Escola Sem Partido, que afronta a liberdade de pensamento e autonomia do professor; a reforma do Ensino Médio; a proposta de reforma Previdenciária que prevê aumentos do tempo de contribuição e da idade para o trabalhador se aposentar, entre tantas outras perversidades.

O falso discurso do “inchaço do Estado”, propagandeado pela imprensa, prejudicou sobremaneira, nos últimos anos, as negociações da categoria. Os diálogos com o governo anterior se deram em um ambiente de crise política e fiscal, mas ainda assim, graças à pressão exercida pela classe trabalhadora, conseguimos abrir brechas na resistência e garantir parte da pauta.  

Apesar da realidade hoje ser bem distinta, com outra conjuntura política e desafios ainda maiores, entidades como o Sintsef-BA, a CUT e a Condsef/Fenadsef, que sempre trilharam lado a lado os caminhos percorridos pelos servidores públicos federais, são unânimes em apontar a direção a ser seguida. “Só conseguiremos resistir aos ataques e fazer valer nossos direitos indo às ruas, com os trabalhadores dialogando com a sociedade, expondo a sua condição, com a categoria lutando unida e mobilizada”, afirma Pedro Moreira.

Para a Condsef/Fenadsef, é por meio da pressão e vigília constantes que a população vai conseguir avançar naquilo que defende.  O trabalho dos servidores públicos é a força que faz funcionar todas as politicas públicas do país, contribuindo para o fortalecimento da cidadania e o bem estar da população. “Os servidores federais têm papel decisivo nesse processo. Por meio da luta vamos continuar cobrando valorização profissional e investimentos públicos adequados que vão refletir em serviços de qualidade para a sociedade”, diz a Confederação. Não podemos e não vamos descansar até que nossas reivindicações mais urgentes sejam ouvidas e atendidas.

Este processo de desmonte do Estado é conduzido pelo governo Temer em parceira com a Câmara de Deputados e o Senado Federal, além do apoio da grande mídia, do capital especulativo empresarial e financeiro e de setores do Poder Judiciário. Precisamos derrubá-lo. Vamos fazer do dia do servidor público também um dia de reflexão e luta pela valorização dos servidores e do serviço público.