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31/08/2017
EDITORIAL: Golpe não apaga a chama da resistência e luta

31/08/2017 - Há um ano, a presidenta Dilma foi definitivamente afastada pelo Senado Federal, apesar de não ter sido provado nenhum crime de responsabilidade. O golpe na democracia afetou profundamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade e dos brasileiros e brasileiras que mais precisam da manutenção e ampliação dos direitos e das políticas públicas, tanto hoje quanto no futuro. Como definiu à época o Presidente da CUT, Vagner Freitas, não se tratou de uma simples troca de comando e, sim, da usurpação dos destinos do Brasil por uma parcela da classe política, do judiciário e da imprensa que quer o poder a qualquer preço.

 

Além Da CUT, o Sintsef-BA, a Condsef e suas entidades filiadas também lutaram bravamente contra a a campanha de impeachment “deflagrada por setores abertamente golpistas, acobertados por velhas e novas raposas da política. Os mesmos que sempre trataram o serviço público e os servidores com desprezo, como "privilegiados", pregando o estado mínimo, as privatizações e terceirizações e que continuamos a combater sem tréguas.

 

Além de dizer “Não” ao Golpe, as entidades conclamaram a sociedade brasileira, especialmente os movimentos sociais e populares, demais centrais sindicais e o Congresso Nacional, a superarem as divergências políticas e se unirem em torno de uma agenda crescimento econômico e social em prol do Brasil. Para a Central, o mandato da presidenta Dilma foi outorgado pelo povo de maneira transparente e democrática e só deveria terminar em 2018.  No dia do julgamento de Dilma no Senado, a Condsef somou-se a outros milhares de cidadãos para defender a democracia.

 

Dilma, o PT e seus aliados não foram os únicos prejudicados por seu afastamento definitivo: a partir do golpe, inaugurou-se a temporada de caça a todas as conquistas políticas, econômicas e sociais implementadas na última década. De lá para cá, o que se viu foi corrupção institucionalizada, com o próprio presidente golpista Michel Temer flagrado em operações ilícitas e prestes a ser investigado pelo STF; reforma do ensino médio; Reforma Trabalhista, Congelamento dos investimentos públicos por vinte anos; Desmonte dos programas sociais; Terceirização irrestrita; entreguismo na política externa; abertura do pré-sal aos estrangeiros; Privatizações e desmonte dos bancos públicos. E ainda há pela frente a Reforma da Previdência.

 

Neste momento, é importante não se resignar. Os setores mais progressistas da sociedade, que ainda acreditam num país mais solidário, continuam organizando suas forças e o enfrentamento. Apenas neste último ano, após a consolidação do golpe, participamos de duas grandes greves gerais no país e de inúmeras manifestações e protestos contra o governo ilegítimo. O Sintsef-BA, ao lado da CUT e Condsef, entidades a quem é filiado, seguirá nas ruas, chamando sua base à luta. Como disse a presidenta Dilma há um ano: “Esse golpe é contra todos e todas nós. Os golpistas podem até tentar roubar nossos direitos e nosso futuro, mas encontrarão a mais dura resistência.” À luta!