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31/07/2017
Contra as reformas e por democracia CUT promove jornadas de lutas em agosto

31/07/2017 - Nenhum direito a menos. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao lado de suas entidades filiadas e de outras centrais e entidades que integram a Frente Brasil Popular, volta às ruas neste mês de agosto para protestar em defesa da aposentadoria, por eleições diretas já e pelo fim do governo ilegítimo de Michel Temer(PMDB). A mobilização já começa na quarta-feira, dia 02, dia da votação da denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer na Câmara dos Deputados.

Manifestantes irão lotar diversas capitais do país durante a sessão em que a Câmara dará seu parecer sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer. Os atos são convocados pela Frente Brasil Popular, e pedem pela saída do presidente e eleições diretas, além de protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Em pesquisa divulgada na última quinta-feira (27), pelo Ibope/CNI, somente 5% da população brasileira aprovam a gestão do peemedebista. A má avaliação é a pior desde a redemocratização e a pesquisa foi feita antes do anúncio do aumento dos combustíveis.

Em nota, a Condsef ressaltou que, mesmo sem respaldo popular, com a imensa maioria dos brasileiros enxergando o país no rumo errado, o governo ilegítimo instalado após o Golpe de 2016 tem conseguido implantar reformas profundas que devem impedir as chances de recuperação de nossa economia e podem acelerar e aprofundar a já grave desigualdade social que tanto atrapalha o crescimento do País. Algumas das grandes responsáveis pela derrocada brasileira já são mudanças aprovadas por um Congresso Nacional contaminado e que também não representa os anseios da maioria da população. É o caso da Emenda Constitucional (EC) 95/16, aprovada em dezembro do ano passado, que impõe um teto de investimentos no setor público pelos próximos vinte anos, uma grande armadilha imposta pelo governo ilegítimo para consolidar um projeto derrotado nas urnas.

Caso a reforma da Previdência também consiga ser aprovada, prossegue a Condsef, fica estabelecida uma tríade difícil de ser quebrada. Para a entidade, essas mudanças reunidas fatalmente vão provocar o aumento da desigualdade social no Brasil, tão prejudicial para qualquer sociedade. Se hoje dados apontam que mais de 40% dos trabalhadores não conseguem cumprir o que está estabelecido em lei para assegurar acesso a aposentadoria, com novas regras e critérios mais rígidos - como aumento de tempo de contribuição e idade - será praticamente inviável à maioria assegurar o direito a aposentadoria.

Para a CUT, a sociedade precisa lutar para reverter as reformas, defender os direitos da classe trabalhadora e lutar pela implantação de uma agenda positiva, como a valorização do salário mínimo e o fortalecimento do papel do setor público. A CUT tem entre suas bandeiras de luta a defesa do trabalho decente, que traz em sua essência os princípios fundamentais das convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também da própria CUT: liberdade e autonomia sindical, respeito ao salário digno, jornada de trabalho, organização por local de trabalho, saúde e segurança no trabalho e o fim do trabalho infantil. (com informações da CUT e Condsef)